quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Como sair da zona de conforto daquela desculpa básica que não viaja nunca porque nunca tem dinheiro...

Olá!

Eu pensei em fazer algum post sobre como economizar dinheiro viajando, mas a verdade é que eu não tenho nenhuma fórmula para ajudá-los nisso. Na verdade, eu viajo meio na doida, mesmo sem dinheiro, e sei que muita gente me acha maluca por fazer isso. Nunca tive nenhum problema em relação a isso, se me faltava o dinheiro realmente, eu acabava pedindo emprestado para algum amigo de viagem (que estivesse ali comigo) ou, em último dos casos, carrego comigo um Visa Travel Money, aqueles cartões recarregáveis, que qualquer pessoa aqui do Brasil pode fazer um depósito em dólares ou euros pra você (ou você mesmo pode fazer via internet, dependendo do banco que adquiriu seu cartão).
Bom, vamos lá.
Em primeiro lugar, vamos ao "eu não viajo porque nunca tenho dinheiro". Isso é algo que eu ouço constantemente quando converso com pessoas que tem bastante vontade de viajar e nunca o fizeram. Sim, viajar com uma graninha a mais no bolso é gostoso, te deixa livre pra não precisar escolher entre dois passeios, você pode se dar ao luxo de comer em bons restaurantes a viagem toda, pode comprar a passagem do ônibus mais confortável e não precisa dividir quarto de albergue com outras 14 pessoas estranhas (e perigosas, segundo nossa impressão nacional quando o assunto é pessoas estranhas). Mas não, você não precisa ter o bolso recheado para curtir bem uma viagem... O que na verdade muita gente faz, quando viaja, é COMPRAR. Comprar lembrancinhas, roupas, vários badulaques. Isso aumenta muito (dããã) o valor total de uma viagem. Mas você não precisa sair comprando tudo, não precisa enfiar na cabeça que está viajando para fazer compras. Sério. E eu tô dizendo isso pra você e eu sou a maior consumista da história de Valinhos/SP. Mas eu aprendi a viajar pra curtir a viagem, e não pra consumir. Não pense em viagem como uma forma de fazer compras. Pense em viagem como uma forma de passear, conhecer lugares novos, tirar fotos, comer algo diferente, ouvir uma língua diferente, ver uma cultura diferente. Se você começar a pensar em viagem como algo para você conhecer o que é diferente, você já estará no caminho para não gastar muito na viagem total. 
Aí, como fazer pra enfim viajar então?
Você pode se planejar tipo um ano antes, e fazer aquela viagem que você sempre sonhou. Tem vontade de ir à Itália, por exemplo? Se você conseguir se programar direitinho, comece a comprar a passagem pra lá um ano antes, já observe bem os locais que você quer ir, vai reservando os hotéis e olhando com antecedência os valores de trens, barcos, aluguéis de carro ou passagens aéreas para conhecer as cidades que você tem vontade de conhecer. Isso, claro, se você for aquela pessoa firme que sabe se organizar com antecedência. Mas tem gente que não consegue fazer isso... Não consegue, mesmo um ano antes, se programar direitinho e ir comprando tudo. Lembre-se que se você quiser fazer assim, se programar um ano antes já comprando sua passagem, tenha em mente na hora de procurar a passagem mais em conta que nem sempre a companhia aérea do país onde você quer visitar tem as melhores tarifas pra sua viagem (assim como nem só companhia aérea brasileira tem tripulantes que falam português... pode ir sem medo em várias companhias americanas, européias, latinas). Tipo, para ir aos EUA, cote preços de companhias argentinas, colombianas, panamenhas, mexicanas. Para ir a França, cote empresas portuguesas, alemãs. Um site que eu gosto muito de pesquisar passagens é o www.skyscanner.net . Ali você coloca o destino que quer e a data que pretende, e já vê o tanto de companhia aérea que faz aquele destino. E ficará supreso de ver que, por exemplo, é mais barato ir à Amsterda de Alitalia do que de KLM. E não tenha medo das conexões em aeroportos de países estranhos... as conexões geralmente são tranquilas, com bastante tempo, e bem informadas. Já questione também no check in (no Brasil mesmo) se você terá que retirar a bagagem no país que vai fazer conexão ou não, se a bagagem vai direto até o destino.

Passaporte

Eu acho que, pra sair dessa zona de conforto de dizer que nunca viajou por falta de dinheiro, a primeira coisa que você tem que fazer é tirar o passaporte. Primeiríssima coisa. Entre no site da polícia federal e faça logo seu requerimento. Hoje um passaporte custa 257,25 reais, e vale por 10 anos. Tirando logo um passaporte você acaba tendo dois benefícios:
1º, dá aquela vontade doida de estreá-lo com um carimbão (vai querer até descer na ponte da Amizade em Ciudad del Est e pedir carimbo pros oficiais paraguaios);
2º, evita a correria uma hora que surgir uma oportunidade pra viajar, ou mesmo quando for aquela viagenzinha inocente ao Chile, que na hora de embarcar você descobre que seu RG tá mais rasgado do que jornal de feira-livre e não vão deixar você embarcar sem um documento válido e novo.
Então, por favor: tire seu passaporte. Logo.
Não sabe como tirar?
Bom, vamos a um passo a passo bem rapidinho de como tirar seu passaporte:

1. Entra na página da Polícia Federal
(http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
2. Clique em "Solicite a Emissão do Passaporte" e preencha todos os dados das 4 páginas. 
3. Por fim, você vai escolher uma delegacia próxima a sua casa, onde deverá ir fazer o passaporte.
4. É gerado automaticamente a GRU para pagamento da taxa e um protocolo. Imprima os dois (porque você terá de levá-los quando for entregar os documentos para a confecção do passaporte).
5. Pague a guia, e espere o pagamento ser compensado (até dois dias).
6. Aí depois você entra "Agendar Atendimento"
(https://servicos.dpf.gov.br/sinpa/paginaInicialAgendamento.do)
7. Agenda o melhor dia para entregar os documentos (os mesmos que foram necessários para o preenchimento da solicitação, mas a GRU paga (com o comprovante do pagamento) e o protocolo impresso.
8. Depois é só aguardar a data de retirada do passaporte.

Passagem Aérea Barata

Daí, a segunda coisa mais importante a fazer é: olhe os sites de promoção de passagens aéreas. Tem alguns sites (e aplicativos de celular que apitam quando tem alguma promoção legal) onde são publicadas apenas promoções de passagens aéreas (às vezes de hotéis também, mas eu acho que hotel é de menos por enquanto, depois explico o porque). Os sites que eu gosto de olhar (e aplicativos que eu baixei) são do Melhores Destinos (www.melhoresdestinos.com.br) e Passagens Imperdíveis (www.passagensimperdiveis.com.br). Esses aplicativos tem que estar no seu celular com permissão de avisos!! Aí é só esperar o aviso de passagem em preço bom para algum lugar que você tenha interesse em conhecer. Veja que, se você ficar esperando aparecer aquela super promoção pra Roma pode ser uma boa, mas de repente aparece uma promo pra Lisboa a R$ 1000,00 por pessoa, embarque logo e compre essa! (tudo bem que eu já fiz isso e logo em seguida apareceu a promoção que eu estava esperando... aí não pude comprar, mas ainda assim valeu a pena). Ah, mas você não gosta de Lisboa e seu sonho é SÓ a Itália... Nesse caso, aconselho a ir esperando a promoção, mas não por muito tempo, principalmente se seu mês de férias for um mês de alta temporada. Aí eu te aconselho a seguir o passo de comprar a passagem com antecedência de 11 meses (que é o máximo permitido pela maioria das companhias aéreas) e já ir planejando todo o resto. O bom de comprar a passagem com antecedência, no meu caso, é que posso ir parcelando o valor dela, e assim que eu acabar de pagar isso, já começo a pagar parcelado o hotel também. Quando chegar a data da viagem, eu só vou precisar me programar com o dinheiro necessário para comidas, traslados e passeios. Mas então voltando àquela super promo de passagem para um lugar que você já pensou em ir mas não está no topo das paradas... e eu  digo: compre essa mesmo! Você precisa viajar uma única vez, uma primeira vez, pra ver que viajar cabe sim no seu bolso e você poderá fazer todo ano uma viagem diferente, pra algum lugar diferente (algumas vezes para a Europa, outras vezes para a América do Sul que é mais barata), mas vai entender depois da primeira viagem que você pode viajar com pouca grana sim. E depois vai conhecer a cidade que é seu sonho de consumo... Então, não tenha medo de mudar par um destino que não era bem o seu sonho. Apareceu, tá barata? Compre. Compre, e parcele se não tiver juros (tem companhia aérea que parcela em 4x, 5x, 6x, 8x, 10x...). Ah, e sempre que possível, compre no site da companhia aérea. Os sites de agência virtual sempre cobram um adicional a mais pelo serviço da agência, e depois quando você quiser ou precisar fazer qualquer alteração, vai ter que entrar em contato com a agência que você comprou a passagem, e não com a companhia aérea. Eu já tive MUITA dor de cabeça e prejuízo com isso, então SEMPRE compro pelo site da companhia aérea direto. Olhe os sites das agências como pesquisa, e em seguida entre no site da própria companhia.
Falo isso sem medo e com certa raiva das inúmeras discussões que já tive com agências. Eles poderiam prestar um serviço melhor e me manter como cliente, mas nunca aconteceu isso, então... sinto muito.
A partir do momento que você entrou no site da companhia aérea e comprou aquela passagem por um preço ótimo, pronto: você se obriga a viajar. Sim! Esse é o ponto ultra da questão: a partir do momento que você compra a passagem, tudo muda! Agora você vai se obrigar a continuar o passo a passo e bolar o roteiro, e enfim, embarcar naquela super primeira viagem! Porque comprar uma passagem aérea pra desistir depois é fria. Mesmo porque você paga uma taxa (cara) de cancelamento. A não ser se cancelar até 7 dias da compra, nesse caso a justiça te favorece e a companhia não pode cobrar a multa de cancelamento (se for comprada online), mas ainda assim dá uma certa dor de cabeça, dependendo da companhia aérea, para você sair ileso da compra cancelada.

O Destino

Então você já tem o passaporte e já tem uma passagem comprada! Meio caminho andado. Agora é estudar o destino escolhido e começar a anotar os pontos de interesse - digo isso porque, nessas promoções malucas de passagens, já vi gente comprando passagem pro Líbano só no desespero de pegar um preço bom. Não que o Líbano seja ruim, pelo contrário: eu morro de vontade de ir lá conhecer. Mas pra quem nunca viajou e sonha a vida toda com a Disney, é um destino um pouco diferente. (E, aliás, meu amigo que pegou a promo adorou o Líbano). Eu mesma peguei uma promoção pra Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e na época meu marido ficou horas olhando pra minha cara perguntando: "mas o que que eu vou fazer na Bolívia, tu tá doida?". Acabou que a Bolívia é hoje um dos meus destinos favoritos. Normalmente minhas viagens são para onde eu acho passagem em promoção. Já peguei promo pra Tailândia, pra Bolívia, pra Salt Lake City, pra Nova Iorque, pra Florença e Lisboa (eu não tinha vontade de conhecer a Italia e muito menos Portugal). Em compensação, tem dois destinos que eu sempre sonhei em visitar e nunca fui: Alasca e Croácia. Esses eu estou até hoje esperando uma promoção de passagens... Uma hora eu vou ter que me programar e comprar em preço normal mesmo. 
Leia sobre o lugar que você vai visitar. Se possível, leia um pouco sobre sua história. Conheça os costumes, a voltagem de aparelhos eletrônicos (muito importante, embora quase tudo que levamos em viagens hoje em dia seja bivolt), os padrões das tomadas (pra já levar um adaptador caso necessário), a comida local (e anote algumas palavras no idioma local, tipo se você não come pimenta de jeito nenhum, já anote num papel algo como "sem pimenta, por favor" para mostrar nos restaurantes).

Hospedagem

Procurou sobre o destino da sua passagem no Google? Já definiu as cidades que você quer conhecer? Agora tem que olhar hotel ou albergue. Ou ainda o Couchsurfing... Você consegue achar hotéis bons, baratos, e bem localizados. Quando pesquisar um hotel nos sites de busca (trivago.com.br mesmo, booking.com, hoteis.com, tripadvisor.com.br) sempre olhe as notas que os hóspedes anteriores deram em localização e limpeza. O hotel pode ser o mais luxuoso do mundo, se ficar numa localização ruim, longe de tudo, ou perto de bairros barra-pesada, não adianta nada. Mas você não conhece a cidade e não sabe se o bairro é ruim... pela nota já dá pra ter alguma noção. É a primeira coisa que eu vejo nas avaliações de hotéis (e albergues). Se é perto de transporte público, se é central (pode ser até longe da cidade e dos pontos principais, mas tem mercado, restaurantes e farmácias próximos e fica perto de ponto de ônibus, trem ou metrô, pra mim já é perfeito). Se o bairro é central, perto de tudo, mas é barra-pesada, os comentários das avaliações vão dizer isso. De qualquer maneira, procurando um hotel (ou albergue) por qualquer site, o truque é sempre procurá-lo no www.tripadvisor.com.br depois para olhar mais avaliações e não entrar em fria. A limpeza dos quartos também é bastante importante na minha opinião, o quarto pode ser pequeno, não ter frigobar, ter colchões não tão confortáveis. Mas se for limpo, bem higienizado, já ganhou meu coração. Procure também nas avaliações algo sobre o silêncio dos quartos, da rua, se tem elevador (já viajei com amiga que não podia subir escadas e tivemos que trocar de hotel por causa disso, mas perdemos uma diária de cancelamento tardio porque não lemos o descritivo do hotel no site dizendo que não havia elevador na propriedade), se não serve café da manhã mas oferece chaleiras no quarto (ou restaurante próximo para o café).
Mas aí vem a dúvida: hotel ou albergue? Bom, vai de você. Claro que em albergue, se você pegar um quarto compartilhado com várias pessoas, vai pagar bem mais barato do que um hotel. Mas não vai ter a mesma privacidade; aliás, privacidade quase nenhuma... mas tem alguns poucos albergues que possuem camas tipo "caixotes", é fechada de todos os lados e ninguém te vê. Já soube de um amigo que dividiu quarto de albergue uma vez em Madri, e os colegas coreanos do quarto colocaram lençóis dos lados das camas nas beliches, formando tipo um "dossel", e ficando assim mais privativos. O problema é pra quem pega a beliche de cima, que não tem como fazer essa "cortininha" de lençol. Mas tirando essa parte da privacidade de lado, você tem que ter algumas coisas em mente quando pensar em albergue:
- um protetor auricular, porque com certeza vai ter gente roncando no seu quarto (tipo eu);
- tem que levar sua toalha de casa (tem albergues que tem pra alugar ou vender);
- chinelo de dedo, porque você nem sempre vai pegar um banheiro limpinho pra tomar banho ou fazer suas necessidades;
- rolos e rolos e rolos de papel higiênico (se você quiser forrar o assento da privada também para ficar mais confortável nas suas horas de pensamento interno);
- além dos rolos de papel higiênico, nada como um bom potinho de lysoform (muitas vezes compra em farmácias no próprio país onde estiver) para borrifar no assento da privada antes de forrar - isso seria para os mais psicopatas por germes em banheiros, mas, pensando bem, acho que essas pessoas NUNCA dividiriam um banheiro de albergue...;
- leve, se possível, uma garrafa de uma boa cachaça. Várias noites os hóspedes de albergues se juntam em alguma área comum e levam bebidas típicas de seus países, e dividem com os demais hóspedes. Uma forma barata e divertida de curtir a noite e conhecer gente nova;
- leve cadeado para seu locker.
Alguns albergues (a maioria, na verdade) tem bares, onde você pode curtir a baladinha noturna também (se você curte isso). Como eu sou mais tranquila quando viajo, prefiro escolher albergues que tem avaliações melhores no quesito silêncio. Já fiquei em albergues super silenciosos pertíssimos de pubs, por exemplo. Dava pra curtir a noite e ainda ir dormir na tranquilidade de um quarto silencioso.
Os albergues também oferecem quartos menores, com menos camas e com banheiros privativos. Mas quanto menor o quarto (em número de camas), maior o preço da diária, claro. E os quartos privativos saem o mesmo preço de hotéis, quando não saem mais caros. 
Então se você é daqueles que não consegue, de maneira nenhuma, dividir um quarto e um banheiro com uma pessoa estranha, não considere um albergue. A não ser que você goste da bagunça das baladinhas, gosta de conhecer gente nova, e não se importa de pagar o mesmo que um quarto de hotel - daí pode reservar um quarto individual privativo num albergue e curtir todas as demais facilidades que este te oferece. Caso contrário, pegue uma pousada familiar com banheiro individual ou hotel mesmo.
Se você for para uma cidade ou país onde pretenda alugar um carro, uma ótima opção são hotéis/motéis de beira de estrada. Principalmente se você estiver viajando para os EUA. São hotéis excelentes, com quartos grandes e preços ótimos. Muitas vezes compensa você alugar o carro nesses países e ficar nesses hotéis de estrada. Bom, você sabe que os motéis nos EUA são nada mais, nada menos que hotéis de estrada, né? Nada a ver com o conceito daqui do Brasil. São hotéis mais baratos, geralmente em beira de estradas ou com acesso fácil às rodovias. Muitas vezes tem cozinha equipada, piscinas, tudo o que um hotel tem. Mas é mais "simples" (se bem que fiquei em uns espetaculares) e mais baratos do que hotéis. 
Além de albergues, hotéis, motéis e pousadas, tem agora um novo conceito que está bastante frequente nas viagens: as casas para temporada. Você pode alugar uma casa inteira ou apenas um quarto da propriedade. Nesse caso (apenas o quarto) algumas vezes terá que dividir o banheiro com o dono da casa ou com algum outro hóspede que se encontre hospedado ali também. Mas é geralmente mais limpo do que albergue e você pode dividir só o banheiro, já que aluga um quarto inteiro para você. No caso de alugar a casa inteira, é uma ótima opção para quem viaja em família ou em grupos, e ainda economiza na alimentação, já que podem comprar alimentos e cozinhar ali mesmo, fazer a própria janta e café da manhã. Eu já fiz dos dois tipos: já aluguei casa inteira em Orlando e já aluguei quarto (na verdade era uma parte independente da casa, com quarto com duas camas, sala com sofá-cama de casal, cozinha toda equipada e varanda com mesas e cadeiras) em uma fazenda de agriturismo na Toscana. As duas experiências foram muito boas. Hoje em dia os sites que eu procuro por esse tipo de hospedagem são o www.airbnb.com e www.homeaway.com . (Aliás, se você for pra europa e alugar carro... olhe essas fazendas de agriturismo por lá. São espetaculares e baratas).
Já o Couchsurfing, para quem ainda não ouviu falar, é um site onde você se cadastra para oferecer um cantinho na sua casa (um sofá mesmo já tá de bom tamanho para um viajante econômico) para alguém em viagem dormir por uma ou mais noites sem pagar nada. E da mesma forma você pode encontrar residências voluntárias a te receber sem nenhum custo (algumas poucas vezes pode haver algum favor solicitado ao convidado, como por exemplo eu já vi de anfitrião pedir para que o convidado passeasse com seu cachorro - mas tudo é acordado antes da estadia) para passar uma (ou algumas) noite em um sofá (se tiver sorte pode descolar até uma cama). O Couchsurfing é um site sério, onde cada hospedagem vale uma qualificação de e para o anfitrião e convidado. Quanto mais qualificação o anfitriao ou convidado tiver, maiores as chances de ser um ótimo lugar pra ficar, ou uma ótima pessoa para você oferecer hospedagem de graça na sua casa. Porém... como sempre tem um porém quando algo é assim tão em conta... você não deve esperar muita privacidade, porque muito provavelmente estará num sofá de uma casa com várias outras pessoas,utilizando o mesmo banheiro, a mesma sala, as mesmas dependências. Mas pra viajar sem gastar muito, é uma opção a se considerar.

P.S.: falei sobre parcelamento de hotéis e não postei aqui como fazer isso... alguns sites de busca e reserva de hotel permitem que você faça o pagamento em real e parcelado. Os que eu costumo fazer esse tipo de reserva com pagamento antecipado são www.hoteis.com , www.decolar.com , www.expedia.com.br e www.submarinoviagens.com.br . Nesses sites eu já reservei, parcelei e não tive problemas de chegar no hotel e não ter reserva confirmada, sempre deu tudo certinho. Só olhe as opções de parcelamento sem juros, porque em alguns desses sites, dependendo da bandeira do cartão e dependendo da quantidade de parcelas, vem com juros.

Passeios

Alguns hotéis e albergues oferecem passeios com guias pelas principais atrações da cidade, e nem sempre é o lugar mais caro para contratar os passeios. Se for o caso, antes de viajar, já mande um email pro hotel perguntando sobre os passeios e preços, e depois cheque com outras agências na cidade. Para economizar, o legal é, antes de ir, ler blogs a respeito dos lugares que você quer conhecer. Blog de mochileiros é ainda melhor, porque dá as dicas de ônibus a pegar e como gastar o mínimo possível. 
Para visitar as atrações mais famosas das cidades, olhe antes os sites oficiais pela internet. Por exemplo: para visitar a Estátua da Liberdade em NYC, você pode comprar antecipadamente pela internet, no site oficial, sem pagar intermediários. E pelo site mesmo você descobre que pode comprar os ingressos diretamente lá na bilheteria de onde saem os barcos para o passeio. Aí você se informa (pelo site ainda) qual metrô que pega, qual estação que deve descer, e onde comprar os ingressos. Antes de chegar até a bilheteria você será bombardeado por vendedores ambulantes tentando te vender ingressos e dizendo que lá na bilheteria é só para retirada de quem comprou pela internet, mas isso não é verdade, e você saberá disso por ter lido no site (ou em blogs de viagens). Comprando diretamente lá, pagará mais barato do que os atravessadores. E tem ainda que esse pessoal que vende nas ruas (pra Estátua da Liberdade, pra Empire State, pra várias atrações) acabam sempre te empurrando outras coisas juntas com o ingresso propriamente dito, e o que você iria gastar 20 dólares, se transforma em 40 num passeio que você nem estava planejando fazer - e que nem sempre vai curtir mais também.
Em praticamente todos os lugares que você for visitar, sempre vai sair mais barato você abrir mão do conforto de uma van buscando você no seu hotel para andar até um ponto de ônibus e ir por conta própria aos lugares. É uma economia muito boa. E você conhece mais da cidade indo por meios próprios. Os passeios contratados valem a pena para otimização de tempo, ou para lugares onde você não tem confiança na segurança, para ir sozinho com transporte público. Nesses lugares é bem recomendado que você contrate um passeio personalizado e com guia.

Transporte

Bom, aqui já é mais específico. Para escolher o melhor transporte e o mais econômico em cada cidade, tem que saber o que a cidade oferece. Se você vai a uma Paris da vida, por exemplo, já vai saber depois de pesquisar em blogs e sites de viagem, que a melhor maneira de se locomover em Paris é via metrô. Então já procura o site oficial do metrô de Paris e olhe os preços dos cartões, veja o que compensa, veja nos blogs sobre aqueles cartões de 5 dias de transporte público (que no caso de Paris só comprei da primeira vez que fui, depois comprava bilhetes de metrô separados e fazia um milhão de coisas a pé). Estude pra saber o que fica mais barato pra você, pra quantidade de dias que você vai ficar pela cidade. Mas aí vai um alerta: para essas cidades onde o metrô é o melhor meio de transporte para se locomover e conhecer a cidade, esteja atento a sua bagagem! Tem muitas estações de metrô e trem que não tem elevadores, e você terá que subir e descer escadas carregando aquela baita mala de 32 quilos... Aliás, eu diria que mala grande em viagem só presta para locais onde você vai alugar um carro desde a saída do aeroporto. Porque é horrível ficar viajando com mala gigante, carregando pra todo lado, tem aeroporto que o piso é de carpete e a mala não desliza (você tem que ficar puxando a porcaria mais pesada do mundo). Sem contar que várias companhias aéreas fora do Brasil vão te cobrar por despachar malas (e mesmo assim, terá um peso limite, como 15 quilos em várias companhias na India). E até mesmo alguns trens vão limitar o peso das bagagens em 23 quilos. Então, tente ao máximo fazer uma mala pequena e leve... Vai por mim, você consegue levar poucas coisas numa viagem de 24 dias! Com o tempo (e com mais viagens no currículo) você aprende a cada vez viajar com menos coisas nas malas (ou NA MALA, uma só!).
Alugar carro é uma opção prática e barata em alguns países. Mas, por exemplo na Europa, se você alugar um carro na Itália pra devolver em Portugal, vai pagar uma taxa extra por não devolver o carro no mesmo país, e essa taxa pode até dobrar o valor do aluguel. Nos EUA você paga essa taxa de retorno se devolver o carro em outro estado, mas não é uma taxa tão alta - isso dependendo da locadora que você escolher. O legal é traçar um roteiro para fazer uma volta pelas cidades (ou países) que quer visitar, dessa forma pega e devolve o carro no mesmo lugar, pagando mais barato da locação. Na hora de cotar a locação do carro, LIGUE na locadora, não faça pela internet. Ligue e faça a cotação, e pergunte sobre descontos para bandeiras de cartão de crédito e parcelamentos. Dessa forma você consegue alugar mais barato do que nos sites e ainda parcela o valor. Nos EUA (fora se for pra NYC) eu aconselho bastante a alugar um carro. Não é tão caro, e se for analisar quanto você gastaria de transporte, vale muito a pena. E sem contar que dessa forma você pode se hospedar nos motéis que eu citei, ainda vai economizar com hospedagem.
Se você tem medo de dirigir em outro país, só te falo uma coisa: vá sem medo! (mas pra países que tem um trânsito legal, por favor... não vá alugar um carro na Índia, você precisa de uma semana pra ver como eles dirigem pra depois tentar se aventurar a pegar um carro em qualquer rua por ali). EUA pode ir tranquilo, alugue sem medo. O GPS é seu melhor amigo e te leva pra qualquer lugar. Paga-se pouco de pedágio e pouco de combustível também. Só fique atento às leis de trânsito do país, não dê uma de espertinho, não dirija acima do limite de velocidade (a não ser na Alemanha que não tem limite... hehehehe). No mais, pegue o carro e seja feliz!!!
Avião ou trem?? Bom, TREM. Hahahhaahaha! Avião perde tanto tempo em aeroporto que me estressa. Trem é muito mais confortável, e geralmente as estações são muito mais próximas das cidades e mais acessíveis do que aeroportos. Mas muitas vezes é mais caro do que passagem aérea (lembrando que as passagens aéreas em muitos países NÃO incluem bagagem despachada). Então o legal é você olhar preços de passagens de trem com uma certa antecedência. Com pelo menos 3 meses de antecedência (geralmente é esse tempo) as empresas já vendem as passagens de trem (de novo: compre diretamente no site da operadora do trem. Fuja do site da Raileurope no Brasil, que vai cobrar taxas pela compra dos bilhetes de trem na Europa), e com antecedência você pode encontrar promoções bem legais de passagens pela Europa e EUA. Alguns lugares na Ásia também oferecem preços bons de trens se comprados com antecedência. Assim que você tiver seu roteiro todo planejado, já veja nesses sites qual a antecedência máxima para compra de passagens e já vai acompanhando os preços.
A mesma coisa para transporte de barcos entre algumas cidades, tente sempre olhar com antecedência (até o ferry que faz a linha Buenos Aires - Colônia (Uruguai), já achei com preço bom comprando antecipadamente).

Comida

Economizar em comida é a pior parte pra mim. Eu gosto de sentar em um restaurante bonitinho, pedir um vinho (ou uma cerveja, dependendo do calor) e comer um prato típico local. Esse negócio de levar cup noodles nas viagens e comer tudo o que puder no café da manhã para não gastar com comida (ou pior, passar de Mc Donald's pra economizar) me mata. Não que eu não goste de Mc Donald's, até gosto, mas todo dia o tempo todo é de lascar. (ah, e já fiz o de comer cup noodles pra economizar sim... mas eu gosto mesmo é do glamour do restaurante legal). Então algumas formas de não gastar trilhões em refeições mundo afora:
- Se o hotel não tem café da manhã, compre em mercadinhos próximos alguns conosquinhos pra comer de manhã, e veja se o hotel tem pelo menos cafeteiras nos quartos;
- Comprar vários petisquinhos e garrafinhas de vinho (ou suco... água...) para sentar nalgum lugar durante o dia e forrar o barrigão antes da janta (que nesse caso, já que não gastou com o almoço, por favor... uma jantinha num lugar fofo);
- Procure informações sobre restaurantes fora da área dos turistas. Algumas cidades tem blogs especializados nisso, pessoal coloca post com essas dicas pra que os turistas comam bem e sem gastar muito;
- Preparar janta ou lanche no quarto do hotel, se tiver cozinha equipada. 
- E, (porque não?) pedir pizza no hotel (ou comida japonesa, tailandesa, coreana, dependendo do país onde você estiver) também fica bem mais em conta do que ir a um restaurante.



Bom, acho que é um pouco de algumas dicas de como não gastar tanto em viagens... Ou mehor: é um empurrão pra você enfim comprar uma passagem e começar a desbravar esse mundo. Qualquer dúvida ou comentário que você quiser fazer, pode me mandar uma mensagem. 
E vai fundo na viagem!!!


"Viagem é a única coisa que você compra que te deixa mais rico!"